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Parque Empresarial Alcanena–Torres Novas.

Até 1.084 hectares junto ao nó da A1 com a A23. O que se sabe do novo parque e como desenhar, de raiz, a infraestrutura tecnológica de uma fábrica ou de um armazém: fibra, rede, Wi-Fi industrial, segurança e sistemas.

Ferdav1 de novembro de 20269 min de leitura

A Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo propôs à CCDR de Lisboa e Vale do Tejo um parque empresarial partilhado por Alcanena e Torres Novas, com até 1.084 hectares junto ao cruzamento da A1 com a A23, pensado para indústria e logística de grande escala. Para quem se vai instalar, há uma vantagem que raramente se repete: construir de raiz. É o momento em que a infraestrutura tecnológica sai mais barata e fica mais bem feita. Este guia junta o que se sabe do parque e o que deve ser decidido, do ponto de vista técnico, antes de abrir portas.

O parque em resumo

TemaO que se sabe
ÁreaAté 1.084 ha: 388 ha na 1.ª fase e cerca de 696 ha na 2.ª (cerca de 560 em Alcanena e 136 em Torres Novas)
Situação da 1.ª faseCerca de 40 ha em obras de infraestruturação, 141 ha classificados como espaço industrial e 207 ha em classificação
LocalizaçãoNó da A1 com a A23, perto da estação do Entroncamento e dos terminais de porto seco de Riachos e do Entroncamento
Primeiro setorParque empresarial de Alcanena (140 ha, 56 lotes); obras da 1.ª fase com conclusão prevista no 2.º trimestre de 2027
EstadoProposta de Área Empresarial Estratégica de interesse nacional, em apreciação pela CCDR LVT

Construir de raiz: o momento certo para a tecnologia

Numa instalação existente, cada cabo novo obriga a abrir tetos, passar calhas à vista e parar a operação. Numa obra nova, condutas, sala técnica e pontos de rede entram no projeto de especialidades e custam uma fração. O erro mais comum é deixar a informática para o fim, quando o edifício já está fechado e a data de arranque já foi anunciada aos clientes.

1. Conectividade: fibra, redundância e failover

Num parque novo, a rede dos operadores pode ainda não chegar ao lote. A extensão da fibra exige pedidos de viabilidade, licenças e obra, e é muitas vezes o último item a ficar pronto.

  • Pedir viabilidade cedo a pelo menos dois operadores, idealmente com entradas físicas diferentes no edifício.
  • Ligação de reserva de outro operador ou por 5G, com failover automático na firewall.
  • Contrato empresarial com IP fixo e tempo de reposição garantido, não um tarifário residencial.
  • SD-WAN se a empresa tiver várias localizações, para gerir as ligações entre sede, fábrica e armazéns como uma só rede.

2. Sala técnica e cablagem estruturada

  • Sala técnica no projeto de arquitetura: espaço para bastidor, climatização, circuito elétrico dedicado e UPS.
  • Cablagem Cat6A para postos de trabalho e pontos de acesso Wi-Fi, com folga para crescer.
  • Fibra ótica entre naves, portarias e edifícios, em vez de cobre em distâncias longas.
  • Pontos dedicados para câmaras, controlo de acessos, relógios de ponto, impressoras de etiquetas e equipamentos de produção.
  • Certificação e documentação de todos os pontos no fim da obra, para que qualquer técnico saiba o que está ligado a quê.

3. Wi-Fi para armazém e produção

Um armazém não é um escritório. Estantes metálicas, pé-direito alto e o próprio produto (líquidos, metal, papel em volume) bloqueiam e refletem o sinal.

  • Estudo de cobertura sobre a planta e o layout das estantes, antes de comprar equipamento, e medição de validação depois de instalado.
  • Pontos de acesso Wi-Fi 6 ou 6E, de gama empresarial e geridos centralmente.
  • Roaming rápido para terminais portáteis e leitores de código de barras, que se deslocam entre corredores sem perder a sessão.
  • Redes separadas para operação, equipamentos e visitantes.

4. Separar escritório e produção (IT/OT)

Máquinas, autómatos e sistemas de controlo correm muitas vezes software antigo que não pode ser atualizado ao ritmo de um portátil. Se estiverem na mesma rede que o email, um ataque que entra por um anexo pode parar a linha de produção.

  • Segmentação por VLAN e firewall entre escritório, produção, videovigilância, equipamentos IoT e visitantes, seguindo o modelo de zonas e condutas da norma IEC 62443.
  • Acesso remoto dos fornecedores de máquinas por um ponto controlado, com autenticação forte, registo e ativação apenas quando necessário.
  • Inventário de ativos industriais desde o primeiro dia: o que existe, que firmware corre e quem o mantém.

5. Servidores, cloud e continuidade

Hoje quase tudo pode ir para a cloud, mas nem tudo deve. O email, os ficheiros e muitos ERP funcionam bem como serviço. Já a gravação de videovigilância, o controlo de acessos e os sistemas que falam diretamente com as máquinas precisam de continuar a funcionar se a internet cair.

  • Servidor local para o que é crítico na produção, com redundância de discos e alimentação.
  • Cópias de segurança 3-2-1, com uma cópia imutável fora das instalações e testes de recuperação regulares.
  • Plano de continuidade com tempos de recuperação definidos para cada sistema.

6. Identidade, dispositivos e segurança

  • Microsoft 365 e Entra ID com autenticação multifator e permissões por função, criadas antes da primeira contratação.
  • Gestão centralizada de dispositivos (Intune) para portáteis, telemóveis e terminais de armazém.
  • Proteção EDR nos postos, gestão de atualizações e monitorização permanente com alertas.
  • NIS2: médias e grandes empresas de transporte, logística e de vários setores industriais podem estar abrangidas pela diretiva NIS2. É mais simples desenhar os sistemas já em conformidade do que corrigi-los depois.

7. Sistemas de negócio e integração

ERP, faturação certificada, gestão de armazém (WMS), leitores, impressoras de etiquetas e, quando os clientes o exigem, EDI. Estes sistemas têm de estar integrados e testados com dados reais antes da primeira encomenda, não durante.

Calendário recomendado

QuandoO quê
6 a 9 meses antesViabilidade de fibra junto dos operadores e sala técnica no projeto de arquitetura
3 a 6 meses antesCablagem durante a obra e encomenda de equipamento, que pode ter prazos de entrega longos
1 a 2 meses antesInstalação de rede e Wi-Fi, criação de contas e preparação de dispositivos
2 semanas antesTestes com dados reais e formação das equipas
Dia 1Técnico no local durante o arranque

Como a Ferdav pode ajudar

A Ferdav é uma empresa de engenharia e operação de IT de Torres Novas, a poucos minutos do parque. Trabalhamos com o arquiteto e o empreiteiro desde o projeto, preparamos o caderno de encargos da cablagem e da rede, instalamos e configuramos tudo e ficamos a operar e a vigiar os sistemas depois do arranque, com suporte no local em todo o Médio Tejo.

Fontes sobre o parque: ECO, O Templário, Mais Ribatejo e O Mirante. Artigo atualizado à medida que houver novidades.

Perguntas frequentes

Parque empresarial e infraestrutura

01Onde vai ficar o Parque Empresarial Alcanena–Torres Novas?

Junto ao nó da A1 com a A23, nos concelhos de Alcanena e Torres Novas, no distrito de Santarém. Tem até 1.084 hectares previstos e o primeiro setor, em Alcanena, deverá ter as obras concluídas no segundo trimestre de 2027.

02Com quanta antecedência devo tratar da fibra numa instalação nova?

O mais cedo possível, idealmente seis a nove meses antes da abertura. Em zonas industriais novas a rede dos operadores pode ainda não chegar ao lote, e a extensão envolve pedidos de viabilidade, licenças e obra.

03Porque devo separar a rede do escritório da rede de produção?

Porque as máquinas e os autómatos correm muitas vezes software antigo e difícil de atualizar. Com a rede segmentada, um ataque que entre por um email ou por um portátil não chega à linha de produção.

04Que Wi-Fi funciona num armazém com estantes altas?

Pontos de acesso de gama empresarial, Wi-Fi 6 ou 6E, posicionados a partir de um estudo de cobertura sobre o layout real das estantes, com roaming rápido para terminais portáteis. O Wi-Fi de escritório raramente chega.

05A Ferdav acompanha a instalação desde a obra?

Sim. Trabalhamos com o arquiteto e o empreiteiro desde o projeto, definimos a sala técnica, a cablagem e a rede, instalamos e configuramos os sistemas e damos suporte no local depois do arranque.

Diagnóstico gratuito

Vai instalar-se no parque?

Uma visita à obra ou ao projeto, uma conversa e um relatório escrito com o que a nova instalação precisa em rede, segurança e sistemas. Fica consigo, contrate ou não.

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